A exposição imersiva do Titanic em São Paulo, traz novamente este acidente icônico nas discussões sobre a sua tragédia.
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O naufrágio do Titanic ocorreu entre a noite de 14 de abril 1912, no Atlântico Norte, quatro dias após o início de sua viagem inaugural, iniciada em Southampton, na Inglaterra, com destino à cidade de Nova Iorque. Ele tinha 2208 pessoas a bordo quando atingiu um iceberg por volta de 23h40min (horário no navio) no domingo e em 2,5 horas aproximadamente naufragou matando 1496 pessoas.
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Como todo acidente , ele acontece dentro de uma realidade sociotécnica complexa e assim tem uma combinações de fatores humanos e organizacionais agindo entrelaçados.
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Por exemplo:
– O armazenamento do carvão nos porões no Titanic era propenso a incêndios devido à combustão espontânea especialmente pela ventilação deficiente nestes ambientes;
– Um primeiro incêndio começou em um porão de caldeira, cerca de 10 dias antes da viagem inaugural, o fogo enfraqueceu o casco exatamente na área que colidiu com o iceberg;
– Um segundo incêndio, provavelmente, aconteceu na viagem e a decisão do Capitão de consumi-lo rápido , motivo pelo qual a aceleração do navio.
– O aço do casco do Titanic tinha alto teor de fósforo e enxofreo, que indica fragilidade, especialmente em baixas temperaturas;
– Os calculos permitiam de até 4 compartimentos inundáveis na proa (frente), e ainda poderia flutuar. A colisão danificou 6 compartimentos ultrapassando esta condiçao de segurança.
– A propaganda de que o Titanic, feita pelos jornais da época, na frase “Nem Deus afunda esse navio” criava a crença de que o navio era inafundável baseada na confiança excessiva na tecnologia da época, refletindo o orgulho da engenharia naval britânica.
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A extrema limitação de botes salva-vidas instalados no Titanic de 20 botes salva-vidas versus 50 botes para salvar todos a bordo, traz essa crença criada pela ilusão da propaganda influenciando o design da Segurança.
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No primeiro incêndio, já foi um alerta das condições de incêndio provável nos porões do Titanic, onde ficavam as caldeiras, mostrando-se um design perigoso, mas a liderança não desejava adiar a partida devido ao impacto ruim na imagem e mantiveram o cronograma de partida.
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Até mesmo a decisão do capitão em manter o navio em acelerado, provavelmente, por causa da necessidade de consumo do carvão em combustão no porão, tem por base a crença e a motivação extra de bater recorde de travessia Europa–Norte América.
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Assim, o Titanic evidencia que a cultura organizacional pode promover riscos estruturais de crenças que enfraquecem a Segurança dos trabalhadores(as) e seus clientes.
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Portanto, a ética empresarial é a base de um cultura organizacional voltada para a Segurança, nas suas crenças e valores para a efetividade na prevenção.
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FONTE: https://www.rsdata.com.br/cultura-de-seguranca-fatores-humanos-titanic-sst/ – Os textos deste post foram compartilhados do site RS DATA cabendo a estes os direitos autorais.
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FONTE FOTO: SEGVIDA
