O 8 de março não precisa ser só uma lembrança simbólica. Ele pode ser a data em que a empresa prova, na prática, que valoriza as mulheres: reduzindo riscos que adoecem, silenciam e empurram profissionais para o limite.
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Em muitas rotinas, o que mais pesa não é um risco “visível”. É o que se acumula todos os dias: pressão constante, metas inviáveis, falta de autonomia, conflitos com liderança, desrespeito, assédio, medo de retaliação e ausência de um canal confiável para relatar. Esse conjunto tem nome em SST: fatores de riscos psicossociais.
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Quando a empresa trata isso como “clima” ou “assunto do RH”, perde o ponto: psicossocial também é risco ocupacional. Ele aumenta afastamentos, erros, incidentes, rotatividade e derruba a confiança, que é um ativo central para prevenção.
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Por que esse tema é tão ligado ao Dia da Mulher?
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Porque em muitos contextos as mulheres enfrentam barreiras específicas para trabalhar com saúde e segurança:
- maior exposição a assédio moral e sexual;
- maior chance de descredibilização ao relatar (“exagero”, “sensível demais”);
- punição informal por “dar trabalho” (perder espaço, ser isolada);
- pressão para “aguentar calada” para manter reputação e estabilidade.
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O resultado é um ambiente onde o risco mais perigoso vira o silêncio.
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O que fazer no 8 de março que não vira “campanha” e sim gestão
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1) Tornar seguro relatar (de verdade)
Se relatar gera medo, a empresa não tem diagnóstico, só tem aparência de normalidade. O mínimo que funciona:
- canal acessível e confiável;
- prazos claros de retorno;
- confidencialidade;
- proteção contra retaliação;
- liderança treinada para acolher e encaminhar.
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2) Tratar assédio e violência como risco que exige prevenção e resposta
Assédio não se resolve com cartaz: se resolve com regra, treinamento e consequência. O que muda o jogo:
- política objetiva de conduta (com exemplos);
- treinamento prático (o que fazer, como registrar, para onde vai);
- fluxo de apuração com responsabilidades definidas;
- comunicação interna que mostre que existe resposta real.
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No Brasil, isso conversa com a Lei 14.457/2022, que reforça medidas e o papel da CIPA no tema de assédio.
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3) Reduzir fontes de desgaste psicossocial na organização do trabalho
O maior “motor” do adoecimento não é falta de palestra, e sim modelo de cobrança. Exemplos do que vale revisar:
- urgência permanente como padrão;
- metas incompatíveis com o recurso disponível;
- prioridade que muda toda hora;
- falta de autonomia para decidir o básico;
- chefias que gerenciam no grito.
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4) Transformar em método (GRO/PGR), para durar além de março
O tema só vira proteção real quando vira rotina:
- identificar fatores psicossociais por setor;
- priorizar os 3 mais críticos;
- criar medidas com dono, prazo e evidência;
- acompanhar indicadores (afastamentos, rotatividade, relatos, incidentes).
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Fechamento
O melhor “parabéns” do Dia da Mulher é um ambiente onde ninguém precisa escolher entre trabalhar e adoecer, e onde relatar um problema não custa a carreira. Quando a empresa leva riscos psicossociais e assédio a sério como parte da SST, ela sai do simbólico e entra no que importa: prevenção real.
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FONTE: https://www.rsdata.com.br/dia-internacional-da-mulher-seguranca-psicologica-sst/ – Os textos deste post foram compartilhados do site RS DATA cabendo a estes os direitos autorais.
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FONTE FOTO: SEGVIDA
