A Segurança e Saúde no Trabalho (SST) sempre foi associada a riscos físicos, químicos e biológicos. Mas há um novo protagonista silencioso que vem ganhando espaço e urgência nas estratégias de prevenção: os fatores psicossociais relacionados ao trabalho.
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Eles envolvem aspectos como sobrecarga, falta de reconhecimento, conflitos interpessoais, insegurança no emprego, assédio, isolamento e ausência de sentido nas tarefas. E embora não deixem marcas visíveis, seus impactos são profundos e crescentes.
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Segundo o Guia de Fatores Psicossociais do Ministério do Trabalho e Emprego, os transtornos mentais ocupacionais representaram 8,35% dos adoecimentos relacionados ao trabalho em 2022, ficando atrás apenas da dorsalgia (dores nas costas).
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Esse número inclui episódios depressivos, reações ao estresse grave, ansiedade e esgotamento, todos diretamente ligados à forma como o trabalho é organizado, gerido e vivenciado.
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Impactos para o trabalhador
Segundo estudos os fatores psicossociais como sobrecarga, falta de reconhecimento, assédio, insegurança e isolamento, afetam diretamente a saúde mental e emocional dos profissionais, entre eles temos:
- 33% dos trabalhadores brasileiros relatam sintomas de estresse crônico relacionado ao trabalho;
- 8,35% dos afastamentos por doença ocupacional são causados por transtornos mentais e comportamentais;
- A exposição prolongada a riscos psicossociais pode levar a quadros de Burnout, depressão, ansiedade e insônia, além de doenças físicas como hipertensão e gastrite
- Esses impactos não são apenas clínicos, eles afetam a autoestima, a motivação e a capacidade de se relacionar no ambiente de trabalho.
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Impactos para as empresas
Os riscos psicossociais também geram custos organizacionais significativos:
- Estima-se que empresas perdem até 4% do PIB global por ano com absenteísmo, presenteísmo e rotatividade causados por fatores psicossociais;
- No Brasil, foram concedidos 9.421 benefícios previdenciários em 2021 relacionados a transtornos mentais ocupacionais;
- Ambientes com alta carga psicossocial apresentam até 60% mais rotatividade e queda de produtividade;
- Além disso, há riscos jurídicos, danos à reputação e perda de talentos estratégicos.
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O que o empregador deve fazer para reduzir essa estatística?
Com a atualização da NR-01, os fatores psicossociais passaram a integrar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) de forma obrigatória. Isso significa que toda empresa deve:
- Identificar e mapear os fatores psicossociais presentes no ambiente de trabalho e inclui-lo no plano de ação do PGR e no GRO de sua empresa;
- Avaliar os riscos e aplicar instrumentos de avalição como (COPSOQ-II, HSE-IT, Matriz Ahaya);
- Implementar medidas de prevenção e acompanhamento contínuo (ciclo PDCA);
- Promover ações de escuta ativa, apoio emocional e gestão humanizada através de canais seguros e confiáveis;
- Integrar ergonomia, clima organizacional e saúde mental à estratégia de SST, capacitando lideranças para a gestão humanizada e comunicação empática;
- Integrar saúde mental à cultura organizacional, com ações contínuas e não apenas pontuais.
- Empresas que cuidam da saúde emocional dos seus colaboradores não apenas evitam adoecimentos elas constroem ambientes mais produtivos, éticos e sustentáveis.
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A Saúde e Segurança do Trabalho do futuro a qual já é presente exige que olhemos para o invisível.
Porque o que adoece o trabalhador nem sempre é o ruído da máquina, mas o silêncio da falta de reconhecimento.
Nem sempre é o peso da carga, mas o peso da cobrança sem apoio.
Nem sempre é o calor do forno, mas o frio da indiferença.
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FONTE: https://www.rsdata.com.br/a-doenca-invisivel-nas-empresas-e-o-silencio-que-afastam-talentos/ –Os textos deste post foram compartilhados do site RS DATA cabendo a estes os direitos autorais.
FONTE FOTO: SEGVIDA
