Construir uma verdadeira Cultura de Segurança é, hoje, um dos maiores desafios da Saúde e Segurança do Trabalho nas empresas brasileiras. Muito além do uso de EPI ou do cumprimento das NR, ela exige engajamento, comunicação clara e liderança que dê exemplo. Quando a segurança deixa de ser obrigação e passa a ser valor, aí sim o comportamento muda. Mas por que isso é tão difícil na prática?
Neste artigo de Mario Sobral, você vai entender os principais pilares da cultura de segurança e como colocá-la em ação no dia a dia.
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Cultura da segurança – o maior desafio da saúde e segurança do trabalho
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Se você começar a estudar o tema, vai perceber que conseguir desenvolver a famosa cultura de segurança talvez seja o principal desafio na área de Saúde e Segurança do Trabalho. É essa cultura que molda os comportamentos relacionados à prevenção de acidentes e à preservação da saúde ocupacional.
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Mas é importante entender que essa cultura vai muito além do uso de EPI ou do cumprimento de normas regulamentadoras. Ela está diretamente ligada ao engajamento com a segurança. Ou seja, a segurança deixa de ser encarada apenas como uma obrigação e passa a ser um valor compartilhado por toda a organização. Na teoria, isso é bonito, mas, na prática, é bem difícil.
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Posso citar alguns exemplos simples. Já presenciei diversas vezes profissionais de segurança e gestores acessando áreas produtivas onde o uso de bota de segurança, protetor auricular e óculos de segurança é obrigatório e, por acharem que seria “rapidinho”, acabam não seguindo os procedimentos. Esse tipo de atitude contradiz completamente os princípios da cultura de segurança.
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Além disso, para que essa cultura realmente se desenvolva, é necessário o comprometimento da alta direção. Sem esse respaldo, muitas iniciativas ficam apenas no papel.
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Outro ponto fundamental é a comunicação adequada. É preciso comunicar de forma acessível, considerando o nível de conhecimento dos trabalhadores. E não adianta a empresa apenas estabelecer as regras é preciso também ouvir os trabalhadores.
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A capacitação contínua também é indispensável. Não basta treinar uma única vez e acreditar que o trabalhador aprendeu tudo, sempre será necessária a reciclagem para manter os conhecimentos atualizados.
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Por fim, é preciso destacar a importância do reforço positivo. É comum ver empresas punindo comportamentos inseguros, mas é raro encontrar aquelas que reconhecem as atitudes seguras. Recompensas como elogios públicos, certificados (“funcionário mais seguro do mês”) ou pequenas premiações. Estas e muitas outras mostram ao trabalhador que a segurança é realmente valorizada e não apenas exigida.
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A cultura de segurança não nasce de ações pontuais, mas da demonstração diária que a empresa coloca a vida em primeiro lugar.
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FONTE: https://www.rsdata.com.br/cultura-de-seguranca-sst-desafio/ – Os textos deste post foram compartilhados do site RS DATA cabendo a estes os direitos autorais.
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FONTE FOTO: SEGVIDA
