Nos últimos meses, os conceitos de sustentabilidade e ESG (Environmental, Social and Governance), têm impactado cada vez mais as atividades empresariais, não só pela questão ambiental envolvida, mas também pelo quanto isso reflete nos negócios.
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A consciência sobre assuntos como desigualdade social, mudanças climáticas e culturas organizacionais abusivas receberam destaque ao redor do mundo. Com isso, cada vez mais a forma como as empresas alcançam seus resultados e utilizam os recursos naturais têm sido colocadas em pauta pela sociedade.
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Para se ter uma ideia desse impacto, dados de uma pesquisa da Opinion Box com 2.203 pessoas mostraram que 37% dos entrevistados já deixaram de consumir produtos de companhias que não tenham ações de preservação ambiental.
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Um outro levantamento feito com 75 mil consumidores pela KPMG, uma das big fours em serviços de auditoria e consultoria, aponta que 16% dos respondentes consideram relevante o aspecto de consciência social das marcas.
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Isso mostra que, para se manterem competitivas e atuarem dentro do que dita o mercado, as organizações devem estar atentas às práticas adequadas perante o meio ambiente, sociedade e colaboradores.
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A boa notícia é que através da sustentabilidade e ESG, as empresas podem sim alcançar patamares elevados de atuação obtendo lucratividade de forma consciente, mas para isso, devem primeiro entender a diferença entre eles.
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Sustentabilidade x ESG: quais as diferenças?
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Embora possa parecer, sustentabilidade e ESG não são a mesma coisa.
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O primeiro conceito tem uma visão complexa e sistêmica, que inclui preocupações com igualdade, justiça social e combate aos impactos ambientais. Para isso, é pautado em termos como economia verde, baixa pegada de carbono, diversidade e inclusão, entre outros.
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No contexto organizacional, consiste em boas práticas que uma empresa realiza com base em valores éticos, respeito ao meio ambiente, crescimento econômico e desenvolvimento sustentável das populações locais.
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Em contrapartida, o ESG aponta para um conjunto de critérios ambientais, sociais e de governança, se tornando um termo de grande valor para investidores e mercados de capital com métricas específicas.
As siglas significam:
– E de Environmental (fatores ambientais): é relacionada à utilização de recursos naturais, criação de iniciativas para redução de emissões de carbono, eficiência energética, gestão de resíduos, reflorestamento, estratégias para diminuição da poluição, reciclagem e reaproveitamento, etc;
– S de Social (fatores sociais): políticas internas e externas, vínculos empregatícios, inclusão e diversidade, engajamento de funcionários, direitos humanos, relações com a comunidade, proteção de dados, projetos sociais, etc;
– G de Governance (fatores de governança): auditoria, planejamento, ética, transparência, independência, etc.
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Em suma, o conceito ESG levanta a bandeira para que as organizações olhem para além de seus aspectos tradicionais financeiros, englobando não só o meio ambiente, mas todo um conjunto de práticas que, principalmente, possam proporcionar um desenvolvimento sustentável.
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No entanto, as ações de um conceito refletem no outro. À exemplo, as questões de reciclagem e reaproveitamento que fazem parte desse desenvolvimento consciente, surgiram lá em 2010 com a economia circular presente na PNRS, e já aconteciam nas empresas que tinham um pensamento sustentável pautado na preocupação com o meio ambiente e nas consequências que o descarte incorreto de resíduos poderia proporcionar para as populações locais.
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Atualmente, tanto as métricas ESG quanto a sustentabilidade, se tornaram uma peça chave nas organizações que querem se manter ambientalmente corretas, evitar multas e sanções legais, além de ter uma reputação positiva entre os diferentes públicos.
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Obrigatoriedade das práticas de ESG e sustentabilidade para as empresas
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Os movimentos globais em direção à sustentabilidade permanecem enormes, e, aliás, vêm se tornando ainda mais constantes em função do aumento exponencial de crimes ambientais nos últimos anos.
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Os prejuízos já causados à natureza e à sociedade são incalculáveis, mas uma coisa é certa: o crescimento econômico futuro depende em grande parte da rapidez e da eficácia com que respondemos às urgentes questões ambientais e sociais enfrentadas pelo mundo atual.
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Isso deve ser feito através da transparência, com implicações até mesmo financeiras, devido a mudança de ações voluntárias para obrigatórias. Um exemplo são as exigências embutidas nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da ONU. Ou, ainda, impostos sobre a emissão de carbono e a integração de regras ESG em critérios de financiamento.
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Apesar de serem conceitos diferentes, há uma interdependência entre eles: enquanto a sustentabilidade conta com estratégias práticas indo além do que simplesmente combater impactos ambientais, o ESG determina os critérios que visam qualificar oportunidades de investimento.
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Dessa forma, a sustentabilidade é essencial para que os critérios do “E – Environmental” do ESG nas empresas sejam favoráveis aos investidores. Ou seja, as empresas precisam do ESG para garantir a relevância dos negócios perante o setor financeiro.
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De todo modo, o resultado de quem atua pautado no ESG e na sustentabilidade é muito promissor, trazendo vantagens como a diminuição dos custos de produção, maior retorno em investimentos, auxílio em melhores condições de vida do planeta, maior satisfação dos públicos interno e externo, otimização da imagem da empresa e melhoria em processos graças à transparência das operações.
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FONTE: https://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-ambiental/diferenca-sustentabilidade-e-esg – Os textos deste post foram compartilhados do site TERA AMBIENTAL cabendo a estes os direitos autorais.
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FONTE FOTO: SEGVIDA E CANVA
